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Esta��es est�o abarrotadas

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Instaladas há quatro meses, pela Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), as estações de reciclagem de resíduos sólidos, nos bairros de Jatiúca, Pajuçara e Farol, não têm conseguido dar conta da demanda. A grande procura, somada à demora no recolhimento por parte da empresa responsável pela coleta, a Recicle Alagoas, acabam deixando os contêineres abarrotados e muita gente tem desistido ou deixado o material no chão, o que tem constituído um problema para a limpeza urbana. Por consciência, a jornalista Alessandra Vieira separa seu lixo: material orgânico no cesto comum, que vai para a coleta diária, e o material reciclável que vai sendo limpo e organizado seletivamente: vidros, plásticos, alumínio e papéis. Animada com a divulgação das estações de reciclagem instaladas pela Sempma, ela juntou uma boa quantidade de material, encheu a mala do carro e levou para a estação Farol, na Praça do Centenário. Teve que voltar com todos os plásticos para casa: no contêiner abarrotado não cabia mais nada. ?Eu achei fantástica essa ideia. Sempre separei meu lixo, mas tinha dificuldades em relação à coleta. Fiquei animada com essas estações, juntei meu material e levei em uma delas. Mas só consegui deixar os vidros, papéis e latinhas, porque não havia espaço para os plásticos?, conta ela. Alessandra diz que conversou com uma funcionária da limpeza urbana que estava local e foi informada que as pessoas estão deixando o lixo reciclável no chão, por falta de espaço nos contêineres. Com isso, o pessoal que faz a limpeza da praça acaba recolhendo esse material amontoado no chão e colocando junto com o lixo comum. ?Ou seja, a coleta seletiva que fazemos em casa acaba, nesse caso, perdendo um pouco o efeito, porque não há uma regularidade no recolhimento do material deixado nos contêineres?, disse a jornalista. De acordo com a assessoria da Sempma, a Recicle tem feito a coleta nos contêineres em intervalos máximos de sete dias, mas já se tem observado que essa frequência tem sido insuficiente e ela tem sido chamada a aumentar a frequência. Para se ter uma ideia, na última quarta-feira, 18, foi dia de coleta. No entanto, ontem, os contêineres já estavam cheios, sobretudo os de material plástico, segundo constatou a Gazeta.

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