Cidades
Cursinhos ajudam a superar dificuldades
Andressa Valéria Silva é uma das alunas do pré-Enem Conexões de Saberes, que surgiu como um projeto de extensão de estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), deu certo e se transformou em uma alternativa viável e segura para pessoas que desejam se preparar para as provas, mas que não têm recursos suficientes para fazer um cursinho pago. Ela e mais dezenas de estudantes driblam o cansaço e aproveitam a chance de compartilhar conhecimento e relembrar assuntos que são cobrados nos testes. ?Além de estudar durante a noite, de segunda a sexta-feira, ainda vasculho o site do Enem em busca do conteúdo e de questões de outros vestibulares. Respondo os exercícios pela internet, assisto a videoaulas e, em casa, ainda faço o possível para não perder o contato com os estudos quando estou de boa. Tenho a obrigação de me empenhar e buscar esta vaga?, comenta a candidata. As aulas do cursinho são ministradas das 19h às 22h, em uma das salas do bloco de Nutrição da Ufal. Cerca de 50 candidatos estão nos preparativos com instrutores selecionados para transmitir o conteúdo. ?Temos um bom acompanhamento dos professores e todos estão estudando pra valer pensando no futuro. Eu mesma tenho algumas dificuldades com Física e Química e, por isso, estou me esforçando para aprender mais essas disciplinas. Trabalho durante o dia inteiro e chego cansada no cursinho. No serviço, não tenho como pegar no conteúdo do Enem e deixo tudo para a sala de aula ou quando estou em casa?, relata. Andressa considera a prova do Enem muito cansativa devido aos grandes e numerosos textos que são colocados pelo Inep. A redação é outra preocupação dela. A estudante diz que até tem conhecimento dos temas cobrados no exame, mas esbarra na coerência das ideias, quando tenta passar para o papel. ?Preocupam-me também o nervosismo e a pressão da família para eu passar nas provas e fazer logo um curso superior. Tenho uma irmã que já se formou e a cobrança sobrou unicamente para mim?, lamenta. A estudante Thaysa Milena Lucena, também de 18 anos, fez a inscrição do Enem logo no começo do prazo estabelecido pelo Ministério da Educação. Não quis perder tempo e nem horas de preocupação pela hipótese de o sistema congestionar na reta final. É a terceira vez que ela faz o exame e, agora, é pra valer. Nas outras, tentou, queria passar, mas não estava preparada o suficiente para a grande concorrência que enfrentou.