Cidades
Fam�lias ocupam sede do Incra
Um grupo de trabalhadores rurais e pescadores ocupou e, com isso, suspendeu o expediente na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, que fica no centro de Maceió. Eram 20 famílias que vivem há oito anos no acampamento Boca da Caixa, no município de Marechal Deodoro, Região Metropolitana da capital, e que se organizaram em um movimento com pano de fundo nacional em busca de regularização de terras e outras questões de interesse coletivo. Os acampados dizem que estão em uma área de 130 hectares pertencente à extinta Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimoniais (Carhp), do governo do Estado, e pedem que a posse dela seja transferida, oficialmente, aos trabalhadores. O caso foi parar na Justiça e uma suposta proprietária banca que a fazenda tem dono, que não seria o poder público. No entanto, segundo o presidente da Federação dos Agricultores Familiares Rurais e Empreendedores Rurais do Estado de Alagoas (Fafer), Werberte Carvalho, certidões foram apresentadas judicialmente como provas de que a área é, de fato, de propriedade do Estado. Ontem, o grupo se reuniu e, sob a liderança da entidade, aproveitou um clamor nacional de trabalhadores rurais para pedir ao Incra a posse definitiva e devidamente regulamentada da terra. Ao todo, são 30 barracos erguidos no acampamento, onde as famílias vivem sem a mínima estrutura física. Se a propriedade for reconhecida aos trabalhadores, os benefícios concedidos pelo governo federal a homem do campo serão oferecidos. ?Lutamos pela terra regulamentada para ter acesso às cestas básicas e outros benefícios que o governo concede. A terra pertence ao Estado e temos como provar. Infelizmente, a Justiça ainda não fez este reconhecimento. Acredito que haja uma forte influência política na região para impedir que o acampamento seja nosso de fato e de direito?, afirmou Erivaldo Gomes, um dos representantes do movimento de ontem.