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AL registrou 251 ado��es em 2015

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No Dia Nacional de Adoção, comemorado hoje, Alagoas tenta correr atrás do prejuízo, driblar a burocracia para fazer com que menores desamparados encontrem segurança, perspectiva de futuro e muito amor envolvido em um lar. De acordo com dados fornecidos pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai), da Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas, há 21 crianças, com idade entre 11 e 17 anos, que estão em abrigos e aptas para serem adotadas. O número de famílias inseridas no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) é bem maior (aproximadamente 100). Somente no ano passado, foram feitas 251 adoções em todo o Estado. Na capital, conforme levantamento da 28ª Vara Cível da Capital (Infância e Juventude), foram cerca de 70, um número considerado razoável para a demanda que chega mensalmente ao Juízo Especializado. A idade média das crianças ou adolescentes que estão nas unidades de acolhimento institucional é de 1 a 17 anos. Atualmente, segundo o Cejai, dois adolescentes com idade superior a 15 anos e que possuem algum tipo de deficiência aguardam adoção. A Justiça reconhece que, pelo perfil escolhido pelas famílias, as dificuldades são bem maiores para os menores que possuem necessidades especiais. A maioria das crianças tem idade acima de 3 anos, o que já dificulta no processo de adoção. Isso porque muitos casais escolhem o perfil do ?filho?. Frequentemente, preferem entre 0 e 2 anos, do sexo feminino e de cor branca. A professora Ângela Lima tem 32 anos, é casada há sete e não tem filhos biológicos. Pensa em ter dois e cogitava a possibilidade, em comum acordo com o marido, em adotar uma criança. Não procurou. O pequeno Davi, agora com 1 ano e 10 meses, caiu nos braços do casal. ?Não foi nada premeditado. Estava na casa de uma amiga, no dia 25 de dezembro de 2014, e um casal comentou sobre a vizinha que tinha um sobrinho que esperava há cinco meses para adoção. A mãe dele já tinha cinco filhos, de cinco pais diferentes, e já tinha dado dois para outros criarem. O pequeno Davi estava abandonado, sem cuidados médicos e já tinha sido hospitalizado. A família que cuidava dele tinha sete crianças em casa. E o homem apontado como pai não o reconhecia, pois é casado. Nos interessamos pelo menino e corremos atrás da mãe, que praticamente nos entregou como um objeto qualquer. Ela até tentou abortá-lo durante a gestação?, relata.

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