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Governo e agentes n�o chegam a acordo

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A negociação se estendeu por várias horas, ontem, sem que as partes, governo e dirigentes do Sindicato dos Agentes Penitenciários chegassem a um entendimento. Ao contrário, as negociações voltaram à estaca zero e, assim, a greve que imobiliza o sistema penitenciário alagoano há 15 dias, prossegue sem perspectiva de data para ser encerrada. Mesmo com a Justiça tendo decretado a ilegalidade da greve, e fixando multa de R$ 50 mil por dia de descumprimento da ordem para normalizar os serviços, a categoria manteve o movimento, reivindicando adicional de insalubridade, piso salarial de R$ 4 mil e concurso público. ?O governo não avança no que é mais importante, o adicional de periculosidade. Sem isso não há como recuar?, disse o vice-presidente do Sindapen, Petrônio Lima. Segundo ele, a reunião de ontem terminou com os ânimos acirrados. O secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), Christian Teixeira, levantou-se bruscamente, dando a negociação por encerrada, sendo imediatamente seguido pelos sindicalistas. Os agentes querem que o adicional de periculosidade seja pago a todos, indistintamente. ?Hoje só está recebendo quem teve decisão judicial favorável. Esse é um direito dos agentes que o governo está negando?, reclama Petrônio, ressaltando que, da forma atual, o adicional representa uma diferença de R$ 700 a menos no salário de quem não tem sentença judicial. Em nome do governo, o secretário Christian Teixeira, reuniu-se várias vezes com o Sindapen para discutir a pauta apresentada pela categoria, apostando numa solução negociada. ?Temos que construir e traçar uma solução com começo, meio e concretização?, disse ele, um dia antes do encontro de ontem com os dirigentes sindicais.

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