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Pesquisas feitas na Ufal auxiliam tratamentos

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A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) tem colhido bons frutos das pesquisas desenvolvidas na área da Saúde. Com muito empenho, professores, coordenadores e estudantes têm alcançado resultados cada vez mais significativos no que diz respeito à melhoria de tratamentos de saúde para a população. Uma prova concreta desse esforço conjunto é a pesquisa coordenada pela professora do curso de Farmácia da Ufal, Camila Dornelas, que desenvolveu uma pomada para ser usada no tratamento da leishmaniose tegumentar. A doença é transmitida pela picada do mosquito Lutzomyia, conhecido popularmente como ?mosquito-palha?. No caso da leishmaniose tegumentar, é uma enfermidade de evolução crônica, não contagiosa, que acomete pele, mucosas do nariz, boca, faringe e laringe. A moléstia pode atingir todas as faixas etárias e todos os sexos, com lesões que variam de tamanho. O tratamento dura 21 dias, com injeção todos os dias, só que o fármaco possui muitos colaterais muito severos. Conforme explicou a coordenadora do trabalho, o estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal), através do Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS), com edital lançado em 2013, e está sendo finalizada agora, em 2016. O resultado mais evidente foi o depósito da patente da pomada desenvolvida à base de própolis vermelha alagoana, feito no fim do ano passado. ?O tempo é bastante curto para o desenvolvimento de um produto, considerando que se leva cerca de dez anos até alcançar um novo medicamento, o que demora muito. Nós conseguimos esse resultado em pouco tempo porque trabalhamos com a ideia de cooterapia. Ou seja, o paciente não deixou de fazer o uso do medicamento principal no tratamento da leishmaniose, que é o Glucantime. O paciente continuou fazendo o uso do Glucantime e nós adicionamos a pomada feita à base de própolis vermelha; e vimos que conseguimos reverter os efeitos adversos associados ao fármaco?, explicou Camila Dornelas. O medicamento usado pelos pacientes, apesar de ser eficaz, é dotado de inúmeros efeitos adversos. Inclusive as pessoas abandonam o tratamento por conta desses efeitos. A pomada obteve resultados promissores no combate aos efeitos colaterais associados ao tratamento da doença e mostrou ser eficaz na conservação de alguns órgãos, como explicou a professora. Os resultados foram constatados na proteção dos rins, fígado e baço, que são comumente afetados durante a intervenção medicamentosa da leishmaniose. A maioria das pessoas que participaram do estudo clínico moram em localidades afastadas da cidade. A maioria veio de municípios como Novo Lino, União dos Palmares, Palmeira dos Índios, Colônia Leopoldina. Uma vez que o médico dessas unidades desconfiavam que poderia ser leishmaniose, eles encaminharam para o Hospital Escola Dr. Helvio Auto, no Trapiche da Barra, em Maceió, que é o centro de referência do tratamento. De acordo com os dados do Sistema de Notificação de Informação Compulsória de Agravos (Sinan) do Ministério da Saúde, no ano de 2014, Alagoas registrou 22 casos de leishmaniose tegumentar. Em 2015, esse tipo da doença apresentou 76 casos, sendo 39 em Novo Lino, oito em Colônia Leopoldina e sete em União dos Palmares.

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