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PATRIM�NIO P�BLICO � ALVO DE VANDALISMO

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Pichações em paredes e muros, placas de trânsito danificadas ou furtadas, lâmpadas quebradas, lixeiras destruídas. Diariamente, atos de vandalismo causam enormes prejuízos ao patrimônio público e ao cidadão comum, que, ao ser privado dos serviços prestados por esses equipamentos urbanos, torna-se a principal vítima desse comportamento irresponsável, que, embora seja muitas vezes encarado como molecagem, constitui, na verdade, crime contra o patrimônio público. De acordo com o secretário de Infraestrutura do município de Maceió, engenheiro Roberto Fernandes, paga-se uma conta muito alta para repor equipamentos danificados pela ação de vândalos ? sejam aqueles que depredam por prazer, como se fosse uma simples brincadeira; sejam os que destroem por falta de cuidado; ou os que roubam para se beneficiar com a venda ou o uso particular do bem público. ?Todos os meses a prefeitura gasta cerca de R$ 800 mil com reparos e substituição de bens públicos danificados ou destruídos por ações de vandalismo, irresponsabilidade ou furto?, diz o secretário. O que isso significa? Que esse dinheiro poderia estar sendo aplicado em novos serviços ou equipamentos para a população. ?Daria para pavimentar uma avenida ou as ruas de um conjunto habitacional de pequeno porte todos os meses com esse recurso?, compara Roberto Fernandes. Na conta desse prejuízo, ele coloca quase tudo: o conserto do equipamento quebrado na praça recém-inaugurada; a recuperação da calçada destruída por alguém que estacionou o carro em local impróprio; a pintura de prédios e viadutos poluídos com pichações aleatórias; a reposição dos cabeamentos roubados da iluminação pública; a limpeza das galerias e canais entupidos por causa da sujeira que entra pelos buracos das tampas furtadas de bocas de lobo e poços de visita. ?As pessoas não imaginam o prejuízo que o furto dessas tampas causa ao processo de drenagem. Às vezes é preciso até abrir avenidas, como aconteceu recentemente, na Gustavo Paiva, em Mangabeiras, onde tivemos que abrir tudo para desobstruir a tubulação?, diz o secretário de Infraestrutura. É aí onde entra grande parte dos R$ 800 mil gastos mensalmente com o conserto e reposição de peças destruídas pela irresponsabilidade de pessoas sem noção. E olhe que nessa conta o secretário nem somou os gastos com reposição de equipamentos de limpeza urbana, destruídos pelo ?engraçadinho? que passa e coloca uma bomba no contêiner ou destrói a lixeira a pontapés.

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