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Falta de sangue p�e doente em risco

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A ausência de bolsas com plaquetas sanguíneas nos estoques do Hemocentro de Alagoas (Hemoal) pode ter contribuído para o agravamento do quadro clínico da estudante Franciele de Albuquerque Silva, que morreu no final de semana após lutar por mais de três anos contra a leucemia, tipo de câncer que ataca as células sanguíneas na medula óssea. Fran (9 anos), como era carinhosamente chamada pelos familiares e amigos próximos, lutava há mais de três anos contra a doença. Há mais de um mês, estava internada num hospital da capital. Alagoas tomou ciência de seu drama por meio das redes sociais, em campanha de incentivo às doações de sangue e de plaquetas, idealizada pelos seus amigos e familiares diante da escassez de plaquetas no Hemoal. ?Sem plaquetas, é o fim. A baixa de plaquetas pode levar à morte, mas é importante compreender que também não há garantia de cura a partir da recepção das plaquetas?, explicou o médico hematologista Wellington Galvão. Até ontem à tarde, não havia nenhuma bolsa com plaquetas no Hemoal para repasse aos pacientes. À Gazeta de Alagoas, a assessoria de imprensa do Hemocentro explicou que o esvaziamento do estoque de plaquetas é consequência da redução do número de doações nos últimos meses. ?Eis a razão pela qual continua sendo essencial o comparecimento dos doadores aos locais de coleta do material?, explicou a assessoria. Uma vez coletadas ? só podem ser liberadas após rigorosa análise clínica ?, as plaquetas devem ser absorvidas pelo paciente com saúde debilitada em até cinco dias. Caso contrário, são descartadas. Outra: a compatibilidade sanguínea também deve ser observada pelos médicos ao introduzi-las na corrente sanguínea do paciente.

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