loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Cl�nica amea�a fechar as portas

Ouvir
Compartilhar

Funcionários da Clínica Santa Rosa, localizada no bairro de Bebedouro, em Maceió, que foi criada para receber pacientes em recuperação demandados do Hospital Geral do Estado (HGE), estão apreensivos com a possibilidade de serem demitidos de maneira coletiva. É que estão fortes os rumores de que a unidade de saúde vai fechar as portas em breve devido a problemas financeiros. Ainda não se tem confirmação oficial da falência, mas boa parte dos doentes foi dispensada ou transferida recentemente e poucos ainda são mantidos no acompanhamento. A Gazeta de Alagoas foi até a clínica, ontem à tarde, tentar falar com os sócios-administradores, porém não os encontrou. Nem os contatos telefônicos foram atendidos. No local, havia pouca movimentação. Apenas o porteiro, a recepcionista e um grupo pequeno de enfermeiros foram vistos em uma das áreas. No portão de entrada, ainda constavam avisos dos horários de funcionamento e de recomendações para pacientes, funcionários e visitantes. Não tinha, portanto, qualquer mensagem que poderia confirmar ou indicar o fechamento. Sem querer ser identificada, uma das funcionárias da clínica contou que o encerramento das atividades é praticamente certo. Faltava, porém, a direção fazer o comunicado oficial a todos os funcionários. A justificativa seria atraso de repasses por parte da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Um dos sócios da unidade, médico Ronald Mendonça, utilizou as redes sociais para expor o problema. Ele acusa, nas palavras que escreveu, que a Sesau estaria devendo R$ 70 mil à clínica, e o responsável pelas finanças do órgão, a quem chamou de ?Dinarte?, teria o poder de ?capar arbitrariamente 30% do que devia pagar? ao local. Ele explica que a clínica recebe pacientes do HGE, é classificada como um hospital de retaguarda de média complexidade e que busca oferecer assistência de qualidade. São, ao todo, 15 leitos contratados, e a unidade recebe o teto máximo apenas quando a ocupação é de 100%. De acordo com Mendonça, recentemente a unidade recebeu, da Sesau, a produção correspondente ao mês de março, mas o repasse veio menor.

Relacionadas