Cidades
Buracos d�o preju�zos a maceioenses
?Perdi um pneu depois de ter caído em um buraco. Estava indo trabalhar, quando acabei caindo nele, arranhando toda a roda e rasgando o pneu, que não serviu mais para nada. Além do risco de acidente, tive uma perda financeira e ainda me atrasei para o trabalho?. Esse é o relato da consultora técnica Andrielle Emille, que teve sua viagem interrompida na Rua Belmiro Amorim, no bairro da Santa Lúcia, parte alta da capital. Esse transtorno é recorrente na vida dos maceioenses, que têm sofrido com as ruas esburacadas. As chuvas constantes dos últimos dias agravam o surgimento de buracos nas ruas da capital, tanto na parte baixa como na alta, nos bairros nobres ou na periferia. Vias de acesso a importantes avenidas como a Fernandes Lima, Menino Marcelo e Dona Constança estão esburacadas. A Ladeira da Moenda, ligação entre os bairros Feitosa e Farol, também apresenta vários pontos de afundamento do asfalto. ?Estava na Avenida Juca Sampaio, quando atingi um buraco na faixa esquerda da pista. A cratera era tão grande que o pneu furou e o para-choque deslocou, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 400?, conta o estudante de Engenharia Química Jônatas Dias. O mecânico Antônio Francisco Silva Júnior afirma que conserta por semana, em média, cerca de quatro carros danificados por buracos. ?É um problema cotidiano. Os buracos costumam causar problemas na suspensão do veículo, barra de direção e amortecedores. A reclamação dos motoristas é constante e os casos aparecem durante todo o ano, não só no período de chuva?, diz. Roberto Fernandes, secretário municipal de Infraestrutura e Urbanização, explica que a ação da chuva, além de provocar o surgimento dos buracos, prejudica o trabalho de reparo da via. ?Em um período de chuva intensa, aumenta exponencialmente o surgimento de buracos e prejudica o trabalho de repavimentação dessas vias, tendo em vista que são necessários, no mínimo, dois dias ensolarados para as obras?, explica. * Sob supervisão da editoria de Cidades.