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Greve e falta de insumos impedem combate ao Aedes

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O combate ao Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, febre chikungunya e zika vírus, está praticamente parado em Maceió. Resume-se, apenas, a ações pontuais e conjuntas lideradas pela Defesa Civil Estadual como parte de uma força-tarefa, criada pelo Ministério da Saúde, para eliminar os criadouros no País. Na capital, o trabalho está prejudicado devido à greve dos agentes de endemias, iniciada no dia 28 de abril. Sem as equipes nas ruas, a quantidade de pessoas doentes aumentou muito nos últimos meses. Recente boletim epidemiológico, divulgado pela Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mostrava que até o dia 25 de maio foram registrados 2.036 casos de dengue, 3.876 suspeitos de zika, 1.248 de febre chikungunya e recebidos 78 casos suspeitos de microcefalia por infecção pelo zika vírus. Os números são registros somente da capital. De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde de Alagoas, Maurício Sarmento, metade do quantitativo dos agentes de endemias está disponível ao trabalho na SMS, no entanto quase nenhum está indo às ruas enfrentar o mosquito por condições precárias de trabalho. Faltam insumos para a execução do serviço e, como o combate ao vetor é feito pelos agentes na capital, sem os materiais exigidos a tarefa não está sendo exercida. ?Não temos botas, luvas e máscaras, que são equipamentos necessários para o desempenho da função. Os que trabalham com borrifação dos produtos não podem contar com macacões e com a manutenção das bombas costais?, revela o presidente do sindicato. Ele disse que os servidores ficam nos pontos de apoio apenas cumprindo horários e aguardando a chegada dos materiais para poder trabalhar de maneira correta. Sarmento informa que a paralisação não tem previsão de ser encerrada, embora algumas entidades que representam servidores de várias áreas do Município tenham acatado a proposta da Prefeitura de Maceió de reajuste salarial de 4,5%. Ele explica que os agentes de endemias têm questões específicas a serem negociadas com o Executivo e, por isso, o movimento permanece.

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