Cidades
Vendas porta a porta registram crescimento
Sacola no ombro, catálogo nas mãos e as contas na ponta do lápis. Na vizinhança, nas reuniões familiares, na escola da filha ou nas visitas às amigas, Simone Lima, 39 anos, exerce diariamente, e a qualquer hora que lhe for conveniente, a sua atividade laboral: vendedora direta de roupas e produtos de beleza. Há 7 anos ela começou a vender produtos da Natura, uma das grandes empresas que fomentam no Brasil o mercado de vendas diretas ao consumidor, assim como a Avon, a Herbalife, a Jequiti, a Hermes, a Tupperware, entre outras. Hoje é também vendedora de confecções, incrementando, com isso, o orçamento doméstico. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o número de brasileiros que trabalham com esse tipo de comércio porta a porta aumentou em 51 mil, no período de um ano. Seis vezes mais do que a quantidade de vagas criadas no comércio tradicional, no mesmo período, em todo o País. Uma saída para a crise; para reforçar o orçamento doméstico; para superar o desemprego; ou para flexibilizar a carga horária de trabalho, o certo é que os revendedores de marcas que trabalham no comércio porta a porta já somam 4,4 milhões de pessoas no Brasil, segundo o a Associação Brasileira de Empresas de vendas Diretas. Quase dois terços desse exército (2,9 milhões de revendedores), atuam na revenda de produtos da Natura ou da Avon. Quando começou como consultora da Natura, há sete anos, Simone Lima vinha de um longo período fora do mercado de trabalho. Antes, atuou como comerciária, primeiro numa loja de perfumes, depois numa loja de confecções, e diz que sempre gostou de lidar com vendas. Quando a filha nasceu (hoje ela tem 13 anos), já estava desempregada e decidiu, por algum tempo, se dedicar exclusivamente à família.