Cidades
Pacientes exigem fornecimento regular de insulina
Dezenas de pessoas cobraram a regularidade da distribuição de insulina e insumos para pacientes em tratamento de diabetes, ontem, durante uma manifestação em frente à Farmácia Popular do Estado (Farmex). Eles diziam estar há sete meses sem receber os medicamentos, fundamentais para a sobrevida de quem tem esse problema de saúde. O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento de glicose no sangue em decorrência da incapacidade do pâncreas de produzir insulina. De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 9 milhões de brasileiros são portadores da doença, entre eles o filho de 10 anos do bioquímico Jurandir Davi, que se uniu a outros familiares de pacientes para cobrar providências do governo. Há dois anos, desde que descobriu a doença do filho, ele sofre para conseguir a medicação, que não tem sido fornecida regularmente desde novembro. ?É uma doença grave. O tratamento não pode ser descontinuado. E é caro. Estamos dependendo da ajuda de outras pessoas, de familiares, de amigos para não deixar faltar. É uma situação desesperadora?, diz ele. E não é só a insulina que está em falta. Segundo os manifestantes, faltam também os insumos, inclusive as fitas de aferição, fundamentais para monitorar a glicose várias vezes ao dia. ?Deixei de medir uma vez, no começo da noite, para poder fazer isso de madrugada. Quando vi, a glicose dele estava acima de 500, diz Kelly, mãe de uma criança de 10 anos. Segundo Kelly, há casos de pacientes que precisaram se internar, mas até mesmo em hospitais como o HGE estão faltando insumos para o tratamento de diabetes. Na casa de Cícero dos Santos, são duas crianças, uma com 4 e outra com 12 anos de idade, que precisam de insulina e monitoramento. Uma caixa de fita, em quantidade suficiente para cinco dias, custa R$ 93. Na ponta do lápis, os manifestantes alegam que o custo mensal do tratamento é de R$ 1.500.