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M�e de Davi da Silva busca apoio

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A mãe, Maria José da Silva, deseja a punição dos algozes, mas quer principalmente localizar o corpo para, diante dos restos mortais, dar um sepultamento digno ao filho. Por isso, buscou apoio no Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Zumbi dos Palmares (Cedeca/AL) para cobrar da Justiça o andamento do processo que aponta quatro policiais militares, entre estes uma mulher, como responsáveis pelo desaparecimento do filho, Davi da Silva, um adolescente de 17 anos. ?Vamos procurar saber o que está acontecendo, e porque o processo passou a ter segredo de justiça?, disse, ontem, o advogado Pedro Montenegro, que vai se habilitar no processo como assistente de acusação, representando a família de Davi, cujo desaparecimento completa dois anos no dia 25 de agosto próximo. O Ministério Público denunciou Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Vitor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade como os militares que torturaram até a morte e ocultaram o corpo do adolescente. O inquérito policial concluiu que Davi foi abordado por uma equipe do Batalhão da Radiopatrulha da Polícia Militar (BPRP), junto com outro adolescente. Os policiais teriam encontrado, com ele, um cigarro de maconha. A investigação revelou que, diante de várias testemunhas, os PMs colocaram o menor na viatura, liberado seu colega, para que revelasse onde comprara a droga. Davi nunca mais foi visto. O inquérito policial mostrou que Davi teria sido torturado para confessar envolvimento com traficantes, no Conjunto Cidade Sorriso, no bairro do Benedito Bentes, onde morava.

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