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Prefeitura melhora transporte de pacientes

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A entrega de dez novas vans da marca Renault e modelo Master Vitre, feita pela Prefeitura de Maceió, na manhã de ontem, com o objetivo transportar doentes renais crônicos para os locais de hemodiálise, ainda não resolve os problemas enfrentados por centenas de pacientes da capital. Ao todo, 280 deles dependem unicamente dessa condução para fazer o procedimento indispensável para mantê-los vivos. A entidade que os representa critica a falta de amparo, de medicamentos essenciais e de uma polícia que incentive a doação de órgãos em todo o Estado. O presidente da Associação dos Renais Crônicos e Transplantados do Estado de Alagas (Arcal), José Wilton da Silva, que também preside o Conselho Estadual de Saúde, marcou para quarta-feira da próxima semana uma reunião extraordinária com membros da comissão do colegiado que atua no controle e na avaliação dos procedimentos adotados pelo poder público. A ideia é levar representantes do Estado, do município de Maceió e do setor de transportes do Executivo para que se tome a devida ciência dos problemas enfrentados pelos pacientes no dia a dia. No caso dos veículos que levam esses doentes para a hemodiálise, Wilton faz uma avaliação negativa. ?O serviço é essencial para os pacientes mais debilitados. Estes não têm estrutura física alguma para dirigir o próprio carro ou pegar um ônibus para ir até o hospital ou clínica. De tão fracos, correm o risco de morrer no trajeto. O veículo oferecido pelo poder público é fundamental, porém está precário. São duas vans e cinco Kombis sucateadas. Nenhuma tem ar-condicionado, o que piora ainda mais a situação. A nova frota ameniza, mas não resolve, já que precisaríamos de, no mínimo, mais três veículos?, avalia o presidente. Ele cita que no interior, sobretudo na região sertaneja, o quadro é ainda mais grave. Sem qualquer clínica ou hospital que disponibilize hemodiálise, os doentes são transportados para outras localidades sem a mínima estrutura em ambulâncias velhas ou em carros locados pelos prefeitos. O conselho está apurando, também, denúncias de que gestores municipais estariam negligenciando e até negando manter o serviço aos renais crônicos. Medidas judiciais estão sendo estudadas para evitar tamanho desrespeito à vida. ?Lutamos por uma política unificada para o transporte desses pacientes em Alagoas?, revela.

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