Cidades
Procon � acionado contra Correios
Em muitos bairros de Maceió, a população tem enfrentado sérios transtornos em decorrência do atraso na entrega de correspondências e encomendas. Para aqueles que acessam a internet, o prejuízo não é tanto, já que podem visitar os sites de lojas, supermercados e outros, e imprimir a fatura do cartão. Mas há casos como o de dona Amara Calheiros, moradora do bairro de Ponta Grossa, em que essa alternativa não é possível. Idosa, ela não usa a rede virtual. O resultado é que, com os Correios atrasando a entrega de suas faturas, se vê obrigada a pagar as contas com acréscimo referente a juros por atraso na quitação dos compromissos. Consumidores como d. Amara reclamam que os carteiros passam até um mês sem aparecer. O ?sumiço? está sendo registrado em praticamente toda Maceió. Esse atraso levou Luan Alpino, morador do bairro do Poço, a ir à sede dos Correios, no Centro, para receber uma encomenda que não foi entregue em sua residência, como estava previsto. Ao reclamar, foi informado de que a demanda na empresa está muito elevada, gerando atraso nas entregas. Insatisfeitos, muitos consumidores estão prestando queixas no órgão de Defesa do Consumidor. Tanto que o Procon/AL recebeu 666 reclamações referentes a demora e outros problemas na entrega de produtos, no período entre 1º de janeiro e 10 de junho. Os Correios admitem o atraso, consequência de uma crise em sua rede por todo o País. A situação, considerada crítica, é confirmada pelo novo presidente da estatal, Guilherme Campos Júnior, que, ao assumir, disse, em entrevista ao portal G1, que a estatal tem a situação financeira delicada após um rombo de R$ 2,1 bilhões em 2015. E foi mais longe, ao revelar que os recursos para o andamento normal da empresa ?acabam no dia 11 de setembro deste ano?.