Cidades
Corte de verba prejudica programa de saneamento
O presidente em exercício da Companhia de Abastecimento D?Água e Saneamento do Estado de Alagoas (Casal), Wallace Padilha, afirmou ontem que a companhia ainda não avaliou qual será o impacto para Alagoas dos cortes promovidos pelo governo federal, na ordem de R$ 5 milhões, do Programa Saneamento é Vida, mas sabe que haverá prejuízos às obras projetadas. Segundo Wallace, hoje apenas 27% do município de Maceió possui rede de esgotamento sanitário. ?Para esgotar toda a Maceió seriam necessários R$ 400 milhões?, enfatiza o diretor da Casal. Como o Estado não dispõe desses recursos, a companhia vem discutindo projetos para buscar verbas externas, por meio do Banco Mundial. Em Maceió, apenas os bairros do Farol, Centro, Poço, Pajuçara, Ponta da Terra, Ponta Verde, Jatiúca e parte do Farol, além do Benedito Bentes ? que possui um sistema isolado ? são saneados. O saneamento da parte baixa da cidade está sendo realizado com recursos do Projeto Alvorada, que também vem sendo desenvolvido em alguns municípios do interior. ?Com a conclusão dessas obras, o percentual de áreas saneadas em Maceió vai aumentar?, informou Wallace. No interior do Estado, a situação é ainda pior. Apenas o bairro em Xingó, em Piranhas, possui saneamento. (MFA)