Cidades
PF investiga emiss�o de atestados
Está em curso, na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Alagoas, uma investigação acerca de concessões de benefícios por parte da Previdência Social mediante a apresentação de atestados médicos falsificados. A informação é do delegado regional executivo da PF, André Santos Costa, repassada à Gazeta de Alagoas pela assessoria de imprensa da instituição. Por enquanto, nenhum detalhe sobre a apuração dessas supostas fraudes previdenciárias será revelado pela Polícia Federal. A única confirmação é a de que denúncias que chegaram oficialmente aos delegados estão sendo checadas e, pelo menos, um inquérito foi instaurado para as devidas apurações. A PF tenta desvendar um esquema que supostamente lesou a Previdência Social por meio de inserções de dados fraudulentos no sistema do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), o que gerou a concessão de benefícios. Um dos indícios é a apresentação de atestados médicos falsos. Outros casos, registrados nos últimos dias, em Alagoas, colocaram em xeque a emissão desses documentos para comprovar o afastamento temporário de trabalhadores enfermos. O registro mais grave envolveu um soldado da Polícia Militar de Alagoas que foi condenado a dois anos de reclusão por apresentar atestado assinado por um falso médico. Esta semana, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do deputado estadual Marquinhos Madeira (PMDB), suspeito de ter apresentado atestado médico falsificado. Alegando ter labirintite, o parlamentar pediu afastamento do mandado por 130 dias, que foi concedido pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa Estadual (ALE). No entanto, chegou denúncia ao MPE dando conta de que o deputado participou de um rally no interior no mesmo período em que estava ausente da função. Em nota, Madeira disse que o afastamento foi legal, que o documento apresentado era verdadeiro e que seguiu toda tramitação na Casa de Tavares Bastos até ser aprovada a licença médica. Também recentemente, uma falsa médica foi detida por agentes do 3º Distrito Policial (DP) com vários carimbos de profissionais. Ela e o marido, de acordo com a polícia, praticavam golpes em usuários cobrando por consultas e receituários. Os dois atuavam em uma clínica que seria de fachada em Maceió.