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V�rus sobrecarregam Helvio Auto

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O trato de pacientes com suspeita dos vírus da dengue, zika e da febre chikungunya tem dominado os atendimentos, este ano, no Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA), em Maceió, que é referência no acompanhamento de doenças infectocontagiosas em todo o Estado de Alagoas. Dados informados pela unidade de saúde indicam que, até o último dia 15 de junho, mais de 1.900 pessoas passaram pela triagem com sinais dessas enfermidades, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O atendimento de pacientes com HIV/Aids também permanece alto. Apesar da falta de estrutura, agravada com uma reforma paralisada de setores, e falta de insumos, a equipe tem conseguido atender à demanda. De 1º de janeiro até agora, o Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE) do Helvio Auto registrou quase mil atendimentos de pessoas que se diziam com sintomas do vírus da zika. Foram, nesse período, 923 notificações. Além destes, foram 653 casos de pacientes com suspeitas de dengue e mais 328 com chikungunya, alcançando 1.904 atendimentos. E todos os dias, a procura pelo tratamento e diagnóstico dessas doenças tem aumentado significativamente, sinalizando que o quadro, em Alagoas, é preocupante. Apesar de a grande demanda ser de enfermidades transmitidas pelo Aedes, o Helvio Auto ainda tem atendimentos para pacientes com HIV/Aids. Em 2016, foram 171 apenas de Aids em adultos, representando a quarta maior procura. Os demais são de hepatite A (com 24 pacientes), varicela (16), hepatite B (12), HIV em gestantes (8), leptospirose (6) e hepatite C (4). Todas essas patologias foram tratadas na unidade, por meio de encaminhamento de outros hospitais e clínicas do Estado, já que este é o procedimento padrão para recebimento desses pacientes. O surto de vírus transmitidos pelo mosquito já era esperado em Alagoas e, por isso, o Helvio Auto previa um aumento significativo da demanda. Embora tenha crescido o número de pacientes sintomáticos, boa parte (no caso, a maioria mesmo) não precisou ser internada, apenas recebeu orientações, foi medicada no setor de pronto-atendimento e aconselhada a ir para casa repousar até a cura total. Poucos pacientes, com quadro mais agravado e mais debilitados, permaneceram acamados sob cuidados médicos. ?A maior parte dos pacientes que vai ao Helvio Auto com sintomas desses vírus transmitidos pelo Aedes aegypti não precisa de uma atenção mais redobrada. São encaminhados para lá porque é referência no tratamento, mas não carecem de internamento. Se precisassem internar, teríamos um caos estabelecido, já que a quantidade de leitos é bem inferior devido à reforma de alguns setores, iniciada em 2014 e que ainda não terminou e nem tem previsão de ser concluída?, comenta a infectologista Luciana Maria de Medeiros Pacheco, gerente-geral do HEHA.

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