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Estimula��o precoce ainda gera d�vidas

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Muitas dúvidas sobre o trato de crianças com microcefalia foram tiradas, ontem à tarde, durante o seminário sobre a estimulação precoce de bebês com esse problema, promovido pelo Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren/AL). A atividade aconteceu no auditório da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). Profissionais de enfermagem e estudantes da área receberam as instruções, conforme indicação dada pelo Ministério da Saúde (MS), e ainda tentam espantar o receio de acompanhar esses pacientes. Uma das facilitadoras do evento foi a enfermeira-mestre em Cuidados Intensivos e especialista em Saúde da Criança, Ana Carla de Oliveira Soares. Ela revela que muitos profissionais de Alagoas não sabem ou têm pouco conhecimento em relação aos cuidados de recém-nascidos que apresentam quadro raro em que a cabeça e o cérebro não se desenvolveram na maneira normal. Apesar de a doença ser antiga, o aumento do número de casos, sobretudo pela possibilidade de ligação dela com o vírus zika, tem provocado o clima de incerteza. ?Ainda são inúmeros questionamentos sobre como tratar ou estimular pacientes que tenham microcefalia. Os profissionais da enfermagem ficam receosos sempre que nasce uma criança com esse problema por saberem bem pouco sobre o assunto. Eventos como este seminário são importantes para capacitá-los, atualizá-los e mantê-los em contato com outros enfermeiros que estão na mesma condição?, ressalta Ana Carla. Médico pediatra e membro da Sociedade de Pediatria em Alagoas, Cláudio Soriano destacou a importância do atendimento a essas crianças especiais, principalmente nos primeiros anos de vida delas. Segundo ele, a atenção integral a esses pequenos é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e neurológico. Logo, na opinião dele, o estímulo precoce deve ser regra geral para profissionais e cuidadores (pais ou responsáveis por esses bebês).

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