loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Greves afetam Casal e Eletrobras

Ouvir
Compartilhar

Enquanto leituristas da Eletrobras Distribuição Alagoas chegam ao quarto dia de greve, funcionários da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) avaliam o segundo dia de paralisação. As duas categorias cruzaram os braços pela mesma razão: cobram reajuste e outros benefícios salariais. Os leituristas são empregados da empresa paraibana Control Construções Ltda., que tem o contrato de terceirização da Eletrobras Alagoas. Eles afirmam que, mesmo tendo entregue a lista de reivindicações em março, até hoje a direção da empresa não apresentou oficialmente uma contraproposta. ?As contas vão atrasar, pois há quatro dias não fazemos leitura. A cobrança será pela média de consumo. Posteriormente, a Eletrobras vai calcular essa diferença e enviar ao consumidor uma conta com o valor do consumo que não foi lido no prazo previsto?, disse José Cícero Nascimento, presidente do Sintieletropremal, a entidade de representação dos leituristas, ao ser indagado sobre as consequências da greve da classe. Sobre as razões da greve, ele disse que a categoria está reivindicando a reposição da inflação medida pelo IPCA, 10% de produtividade e reajuste do auxílio-alimentação. ?A empresa nos respondeu com uma proposta, mas não quer oficializar?, reclama José Cícero Nascimento. O IPCA é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, usado pelo IBGE para mediar a inflação anual. O índice divulgado para as perdas econômicas do consumidor em 2015 foi de 10,75%. É esse o percentual de reposição que os leituristas reivindicam. Segundo o dirigente sindical, a Control Construções tem 68 empregados fazendo a leitura e entrega das contas de consumo de energia, e destes somente 30% estarão em atividade durante a greve. A empresa, revela José Cícero, propôs reajuste de 7,2% e aumento do auxílio-alimentação dos atuais R$ 240 para R$ 260. ?A proposta foi negociada pelo telefone, pois a sede da empresa é na Paraíba. Convencemos a categoria a aceitar, mas em seguida a empresa se negou a assinar o acordo. Aí o pessoal decidiu entrar em greve?, declara o presidente do sindicato.

Relacionadas