Cidades
Portadores de defici�ncia se re�nem em Macei�
BLEINE OLIVEIRA A falta de qualificação profissional é um dos maiores problemas enfrentados pelos portadores de necessidades especiais. Os deficientes, que somam mais de 22 milhões de pessoas, ou 14,5% da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estão perdendo oportunidades de emprego justamente pela desqualificação. Essa realidade negativa é um dos principais temas do encontro nacional de conselheiros da Organização Nacional de Entidades de Deficientes (Ondef), que acontece até amanhã em Maceió. O presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), vereador Gerônimo Ciqueira, conselheiro da Ondef e um dos organizadores do encontro, disse, ontem, que há uma mobilização nacional para cobrar do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a implementação das políticas públicas que vão beneficiar os portadores de deficiência. As entidades estão esperando a confirmação de uma audiência com o ministro-chefe do Gabinete Civil, deputado federal José Dirceu, para entregar documento com suas reivindicações, logo depois do período de carnaval. ?As políticas públicas já existem, exigimos apenas que sejam implementadas?, disse Gerônimo Ciqueira, que cita como necessidade dos portadores de deficiência ações nas áreas de saúde, educação e qualificação profissional. No tocante à área da saúde, eles querem políticas efetivas que garantam aos deficientes assistência para reabilitação e protetização. Já no setor educacional, consideram fundamental o acesso ao ensino público de qualidade e a cursos profissionalizantes. Desta forma, os especiais vão estar habilitados sempre que surgirem oportunidades de emprego em empresas privadas ou participarem de concursos públicos. ?Muitas vagas no mercado de trabalho, destinadas a deficientes, não estão sendo ocupadas pela falta de qualificação?, completa o presidente da Adefal. O encontro acontece até amanhã, no Hotel Matsubara.