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Casos de chikungunya explodem no Estado

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A própria secretária estadual de Saúde, médica Rozangela Wyszomirska, já foi vítima da doença que está aterrorizando os alagoanos. A secretária admite que o seu está entre os 6.400 casos de febre chikungunya notificados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) de janeiro até maio deste ano. Desse total, 745 foram confirmados. Na comparação com os 127 registrados de janeiro a dezembro de 2015, o número de casos da doença em todo Estado aumentou quase 600% este ano. Conforme estatística da Sesau, em 2015 foram 5.633 notificações. Significa que os casos suspeitos aumentaram mais de 13% nos cinco primeiros meses de 2016. Em Maceió a situação é do mesmo modo alarmante. Na capital, o número de casos notificados aumentou mais de 1.600%. Foram 85 registros em 2015, contra 1.393 registrados de janeiro até o dia 16 último. Destes, a SMS confirmou 59 por exames laboratoriais e 447 por vínculo com outro caso (ou seja, o paciente estava em contato com pessoas que tinham a doença). Os demais estão sendo analisados. Em 2015 foram confirmados 27 casos. Na comparação com o número de casos confirmados em 2016, o aumento foi de 1.775%. Os números revelam que a situação em Maceió em relação aos três tipos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é muito grave. De janeiro até o dia 16 de junho, foram registrados 4.403 casos de zika, sendo 236 em gestantes. As notificações de dengue somaram 2.458 casos. Somados os registros, chega-se ao total de 8.254 pessoas doentes de chikungunya, zika e dengue em Maceió. É um quadro com tendência de agravamento, não só pelo trabalho deficiente de combate ao mosquito transmissor, mas também pela vulnerabilidade da população. ?O vírus que transmite a chikungunya é novo por aqui. É um vírus para o qual a população ainda não tem imunidade?, disse a veterinária Carmem Samico, do grupo Controle de Vetores, da SMS. Segundo ela, a gravidade da doença depende das condições imunológicas de cada pessoa atingida. Mas a razão do aumento do número de pessoas infectadas está na deficiência do combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor do arbovírus chamado CHIKV, semelhante ao vírus transmissor da dengue. ?Mesmo com todas as campanhas, mutirões, força-tarefa, a chikungunya explodiu. Já temos uma epidemia no Sertão?, declarou a secretária Wyszomirska.

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