Cidades
Im�vel abandonado vira foco do Aedes
Os donos de apartamentos de um recém-inaugurado edifício na movimentada Rua Coronel Salustiano Sarmento, Sítio São Jorge, na parte alta da capital alagoana, estão preocupados com a possível proliferação de mosquitos a partir de piscina que acumula água suja e fétida em mansão há muito tempo desocupada. Noutros bairros, há diversos imóveis abandonados pelos seus proprietários. ?A gente fica preocupado porque a piscina não recebe manutenção alguma. Há água parada e muito suja. Dela, podem sair mosquitos transmissores de inúmeras doenças?, comentou um dos moradores do residencial, que preferiu não ter o nome divulgado. ?A gente exige solução. Não dá para ficar tranquilo com um problema desses ao lado de casa?, comentou o morador. O repórter fotográfico Ricardo Lêdo fotografou do sétimo andar do edifício o reservatório, ?protegido? por um coqueiro. Depois, fez novas fotografias a partir do estacionamento do residencial. A imagens são cristalinas: sujeira, muita sujeira, e água parada na piscina da mansão, terreno fértil para proliferação do mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. ?Não sei dizer a quem pertence a casa com a piscina sem manutenção?, comentou o porteiro do residencial. Até ontem à tarde, a prefeitura também não confirmava se o imóvel abandonado tinha ou não sido visitado por algum dos poucos agente de combate a endemias que estão em atividade na cidade, atualmente. ?Neste momento, não tenho como confirmar se já houve visita ou não ao imóvel abandonado de algum agente de saúde. Infelizmente?, explicou Carmem Samico, coordenadora de Controle de Vetores e das Doenças Transmissíveis por Animais Peçonhentos, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). De acordo com o sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde, é bem provável que não tenha sido visitado por um motivo ?bem simples?: dos 805 agentes de combate a endemias, apenas 92 estariam à disposição para uma eventual visita, caso haja alguma exigência superior.