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Carlinhos tem morte cerebral

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Foi sinalizada na madrugada de ontem a morte cerebral do menino José Carlos Gusmão (Carlinhos), de 9 anos, que estava internado há 12 dias, na Santa Casa de Maceió, depois de contrair uma bactéria no pulmão. Carlinhos necessitou de sangue, plaquetas e plasma para ter chances de vencer a infecção generalizada espalhada em seu organismo. Por meio de redes sociais, o caso mobilizou várias pessoas, que fizeram doações de sangue. A causa mais frequente de infecções generalizadas, como a de Carlinhos, são as bactérias, é o que indica o infectologista Fernando Maia. Segundo ele, a evolução do quadro geralmente depende do histórico do paciente. ?Algumas bactérias são mais agressivas que outras, e a condição do paciente faz muita diferença. Para evitar as infecções, são necessários ter bons hábitos de vida, como, por exemplo, praticar atividades físicas, ter uma alimentação balanceada e manter uma boa higiene. Pessoas que têm diabetes, hipertensão e portadores de HIV devem ter cuidado redobrado, procurando sempre controlar sua doença-base?, explica. O infectologista tranquiliza a população, que não deve ficar assustada, mas orienta que, em caso de febre persistente, é preciso procurar um atendimento médico. ?O diagnóstico precoce faz diferença nesses casos, não existe a necessidade de pânico, mas a população deve, sempre que houver sinal de febre, que é o primeiro sinal de infeção, procurar um médico para investigar a causa?, alerta. A nutricionista e mãe de Carlinhos, Adrícia Gusmão, contou à Gazeta que tudo aconteceu muito rápido e que a saúde da criança sempre foi excelente. ?Tudo começou no dia 17 de junho. Quando Carlinhos se queixou de uma dor no peito, o levamos para o hospital, onde foram feitos exames que não encontraram nada grave; ele foi medicado e liberado. No dia seguinte, as dores continuaram e visitamos novamente o centro médico, novos exames foram feitos, que constaram um líquido no pulmão do Carlinhos. Uma cirurgia foi realizada para remover essa secreção?, relata Adrícia. A mãe recebeu ontem o resultado do primeiro de três exames necessários para confirmar a morte cerebral da criança que continuava internada na UTI. Adrícia recebeu apoio de mães dos colegas do Carlinhos, que estava cursando o 4° ano no colégio. ?Carlinhos era muito querido por todos. A campanha de doação de sangue foi iniciada pelas mães dos amigos dele. No condomínio, todas as crianças eram amigas dele, e até por isso, muita gente foi mobilizada?, comenta. *Sob supervisão da editoria de Cidades

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