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O perigo mora dentro de casa

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As lesões provocadas por acidentes representam a principal causa de morte de crianças no Brasil. No total, cerca de 6 mil meninos e meninas de 0 a 14 anos morrem e mais de 140 mil são hospitalizados por ano, na rede pública de saúde, em decorrência de acidentes que poderiam ser evitados, segundo dados do Ministério da Saúde. De acordo com as estatísticas, a sufocação é a principal causa de mortes de crianças menores de 1 ano de idade, no Brasil, seguida de acidente de trânsito (como passageiro), queda, afogamento e queimadura com fogo. Na faixa etária entre 1 e 5 anos, as principais causas são afogamento, atropelamento, acidente de trânsito como passageiro, sufocação e queimadura com fogo. Entre as hospitalizações, as principais causas na faixa de 0 a 5 anos de idade são as quedas, queimadura com líquido quente, choques elétrico, atropelamentos e queimaduras com fogo. Foi numa dessas situações que a publicitária Thays Melro, mãe de Malu, de 1 ano e 10 meses, aprendeu que cozinha não é lugar para criança. Quando a menina tinha 6 meses de vida, a mãe teve que esquentar uma água na cozinha e, como estava sozinha com a criança, achou mais prudente mantê-la nos braços. Mas o acidente aconteceu. Ao manusear a panela, a água fervente caiu na barriga da menina. ?Foi uma queimadura grande, formou uma bolha na hora e tive que correr com ela para a emergência. Não ficou sequela, mas passei um tempo sem cozinhar e me tornei mais atenta aos riscos que estão dentro de casa. Desde aquela época, mantenho a Malu longe da cozinha. Mesmo assim, evito ligar o forno e dou atenção também a outros pontos da casa. O banheiro fica sempre com a porta e a tampa do vaso fechadas?, diz ela. Na maioria dos casos, o perigo mora dentro de casa. Na faixa etária entre 0 e 5 anos de idade, são os acidentes domésticos os principais responsáveis pelas estatísticas de hospitalizações e mortes. É nesse ambiente onde geralmente acontecem os casos de queimaduras, intoxicações, quedas, sufocamentos e engasgos, choques elétricos e até afogamentos, de crianças nessa faixa etária, alertam a tenente Beth Graziele, do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas, e o pediatra Cláudio Soriano, representante da ONG Criança Segura em Alagoas. Essa situação se acentua nos meses de recesso escolar, em que as crianças passam mais tempo dentro de casa.

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