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‘Armadilhas’ est�o por toda parte

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Os riscos estão por toda parte, destaca a tenente Graziele, do Corpo de Bombeiros. E cada local da casa requer uma atenção especial dos pais ou outros adultos que estejam responsáveis pela criança. E é bom que estejam mesmo atentos. O ditado popular que diz que ?criança cega a gente?, não existe por acaso. De repente ela está pertinho de nós e, num piscar de olhos, mergulhou na piscina, enfiou a cabeça no balde com água ou engoliu um pedaço de brinquedo. ?A banheira, o vaso sanitário, a piscina, a panela no fogo com o cabo acessível, um grão de feijão no chão, o produto de limpeza ao alcance das mãos e da curiosidade dos pequeninos, o móvel e até o brinquedo aparentemente inofensivo podem representar riscos de acidentes?, alerta o pediatra Cláudio Soriano. No local onde, em tese, a criança estaria mais segura, o perigo está por toda parte, como armadilhas que podem ser fatais ou provocar sustos ou graves consequências. Com duas filhas, hoje com 12 e 7 anos de idade, a advogada Karina Calheiros conta que já passou por alguns sufocos com acidentes domésticos. Na primeira situação, Marília, a mais velha, tinha pouco mais de 2 anos quando, durante um feriado na casa de parentes, engoliu uma pedrinha da decoração. ?Foi um aperreio. Quase morro de desespero!?, conta Karina. No hospital, o Raio X localizou o objeto estranho no corpo e o feriado todo se transformou em espera e monitoramento de sua trajetória no intestino, até ser expelido nas fezes. ?Felizmente não precisou de procedimento cirúrgico e o formato da peça decorativa não causou nenhum dano no organismo?, conta ela.

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