Cidades
Combate ao Aedes deve prevalecer no inverno
É crescente o número de trabalhadores que estão faltando ao trabalho por conta das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Identificado desde o período colonial, essa verdadeira praga tem afetado a produtividade das empresas, que começam a realizar pesquisas para quantificar o tamanho do prejuízo causado pelo absenteísmo (ausências ao trabalho, seja por falta ou atraso). A preocupação é geral. O País vive uma situação de emergência, por exemplo, com o aumento do número de pessoas atingidas pela febre chikungunya, uma das arboviroses que estão deixando as autoridades públicas de saúde em permanente alerta. Arboviroses são doenças transmitidas por mosquitos. O mais famoso na atualidade é o Aedes aegypti, que transmite ainda os vários tipos de dengue e o temido zika vírus, cuja principal consequência atinge gestantes, cujos bebês podem nascer com microcefalia. O mosquito se prolifera em maior quantidade no tempo quente, favorecendo-se das chuvas de verão. Mas é um engano, pensar que o combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya, deve ser feita somente no verão. É necessário manter a vigilância sobre o mosquito mesmo no inverno. Os especialistas alertam que, embora uma região de clima predominantemente quente, o Nordeste não está livre da proliferação nessa estação climática. Ou seja, no inverno os cuidados devem ser até intensificados. Em entrevista ao portal IG, a bióloga Margareth Capurro, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, alertou que o Aedes pode continuar proliferando em diversas cidades do Brasil, já que em muitas a mudança entre inverno e verão é sutil. Uma delas é a capital alagoana, onde a temperatura tem variado entre 23°C e 28°C. Ou seja, o clima continua quente, mesmo nos dias chuvosos. Estudando o Aedes aegypti já há alguns anos, a bióloga afirma que a possibilidade de contrair as arboviroses nesta época é menor, mas não improvável.