Cidades
JOGO PODE GERAR D�VIDAS E PROBLEMAS FAMILIARES
A psicóloga clínica Ivana Carla Lima Cavalcante alerta para os riscos relacionados ao mau hábito de jogar. Nessa roleta, surgem problemas familiares, grandes dívidas e até o suicídio. Durante a produção desta reportagem, a Gazeta ouviu relatos de pessoas ?viciadas? nas apostas esportivas e que já comprometem mais de 50% de seus salários em palpites. ?O jogo é uma atividade praticada em todo o mundo e vem ganhando um espaço cada vez maior. O comportamento de se apostar em eventos imprevisíveis, definidos pelo acaso e pela sorte, é considerado jogo de azar?, relata a psicóloga. Ela explica que a evolução do comportamento do jogo se divide em três fases: a da vitória, a da perda e a do desespero. No estágio da vitória, o apostador começa suas experiências com o jogo de forma lúdica, divertida, excitante. ?Ele consegue a vitória e com isso aumenta a frequência da procura pelo jogo, mostrando um otimismo não realista. Os valores das apostas vão aumentando gradativamente, gerando um grande prazer?, explica. A fase da perda se caracteriza pela intolerância diante das derrotas, gerando um fenômeno chamado de ?a caça?, observa Ivana Cavalcante. O jogador acaba por realizar apostas em maiores quantidades para recuperar tudo o que foi perdido, afastando-se da família, comprometendo todo o salário e as economias. A fase do desespero é marcada pela compulsividade. É neste estágio que surge o pânico. ?O jogador se dá conta do tamanho do prejuízo. Ele começa a apresentar comportamentos irritados, hipersensíveis, levando-o à depressão, ideias e tentativas de suicídio?, revela a psicóloga.