Cidades
Avalia��o dos estudantes de medicina divide opini�es
Alvo de divergências, a proposta de avaliação nacional dos estudantes de medicina, anunciada para ser realizada em agosto, deve ganhar um novo formato. A prova faz parte da lei do programa Mais Médicos (12.871/2013), que previa um exame seriado como componente curricular obrigatório do curso. Os acadêmicos deveriam realizar a avaliação a cada biênio e, caso a nota apresentada no 6º ano de curso fosse abaixo dos parâmetros, o aluno ficaria impossibilitado de receber o diploma ou seguir para a residência médica. A proposta levantou opiniões diferentes entre sindicatos, conselhos e estudantes, por conta do caráter eliminatório da prova aos alunos sem a previsão de penalidades para as instituições de ensino. A necessidade de punição para as escolas de medicina é levantada pelo presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão. ?Defendemos que a punição seja à escola em que os alunos apresentaram notas insuficientes. Somos contra penalizar o aluno que está na ponta de todo o sistema de formação?, afirmou. O crescimento da oferta de vagas para o curso de medicina ainda é, segundo Galvão, um dos motivos de preocupação para a formação dos novos médicos. ?Hoje fica difícil fiscalizar por conta dessa expansão desenfreada do ensino médico, que muitas vezes não oferece um bom estágio em hospitais credenciados e tem um projeto curricular ruim?, disse. O estudante do 7º período de medicina da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Rostan Menezes não acredita que a prova seja um empecilho, mas também deseja que as instituições devam ser avaliadas nesse exame.?Não vejo como problema realizar qualquer prova, basta o aluno estar bem preparado; agora essa prova deve ser feita nas escolas, se as faculdades têm os materiais necessários, se os professores são qualificados e se a estrutura está adequada?, propõe. * Sob supervisão da editoria de Cidades.