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Transporte clandestino avan�a em todo o Estado

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O sistema público de transporte de passageiros de Alagoas e, principalmente, de Maceió continua enfrentando a concorrência dos transportadores clandestinos, ou seja, aqueles que atuam sem a regulamentação de órgãos como a Agência Reguladora de Serviços Públicos (Arsal) e as Superintendências Municipais de Transporte e Trânsito. Em Maceió, as empresas de ônibus enfrentam a concorrência de pelo menos dois mil clandestinos. São veículos particulares, mototaxistas e até permissionários do sistema complementar que avançam sobre o sistema público urbano (ônibus). ?Essa invasão prejudica diretamente a população, seja pela insegurança, seja por esconder as reais necessidades de transporte. Quando avaliamos a demanda numa determinada área, os dados são contaminados pela ação dos clandestinos?, explicou Nicholas Albuqurque, da assessoria de comunicação da SMTT/Maceió. A Arsal também enfrenta problemas para impedir que irregulares atuem nas linhas que licitou para fazer o transporte complementar (o antigo alternativo). São frequentes as reclamações de seus permissionários sobre a presença de invasores nas linhas que receberam após a regularização do sistema de transporte rodoviário intermunicipal. ?Não temos como estimar o número deles, pois os clandestinos migram todo o tempo, de uma área para outra, tentando fugir da fiscalização?, disse, ontem, a diretora executiva da Agência, Patrícia Medeiros. Muitos são remanescentes do período anterior à regulamentação, formalizada entre os anos 2002 e 2003, quando o transporte intermunicipal operava sem planejamento, regulamentação ou fiscalização. Segundo a diretora, muitos que atuam hoje na clandestinidade se recusaram a participar do processo licitatório ou mesmo não atenderam aos requisitos para os serviços complementar e convencional. Mas há também aqueles que, segundo Patrícia Medeiros, transportando pessoas entre povoados há décadas, não sabem que estão infringindo normas legais.

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