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Em 18 meses, 32 homossexuais foram assassinados em Alagoas

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Levantamento da reportagem da Gazeta junto ao Grupo Gay de Alagoas (GGAL) mostra que 32 homossexuais foram assassinados em de Alagoas, nos últimos 18 meses. Todos vítimas de crime de ódio. ?A violência é contínua?, denuncia Nildo Correia, presidente da entidade. ?Alagoas é o estado que mais mata LGBTT?s em todo o País?, alerta. Foram registrados 23 assassinados em 2015 e nove no primeiro semestre deste ano. ?A situação chegou ao ponto de minha mãe colocar uma faca no meu pescoço e gritar: ?você não vai ser sapatão. Você não pode ser sapatão?, conta Lara (nome fictício), jovem alagoana que enfrentou agressões dentro do ambiente familiar, simplesmente pelo fato de ser homossexual. Aos 17 anos, a moça resolveu contar à família que estava se relacionando com outra mulher. Dali em diante, a relação dela com a mãe mudou de amistosa para conflitos físicos e psicológicos constantes. ?Desde o primeiro momento em que desconfiaram da minha relação homossexual, sofri agressões físicas e psicológicas. Apanhei muito, com tapas no rosto e questionamentos a todo momento. Muito jovem e ainda insegura, não soube reagir?, relata. Infelizmente, os relatos de Lara não são casos isolados. Muitos membros da comunidade LGBTT (Lésbicas, Gays, bissexuais, Transsexuais e Travestis) que ousaram revelar à sociedade quem são e se afirmar politicamente enquanto cidadãos foram e ainda são vítimas de crimes e manifestações de ódio, cotidianamente. Os casos de manifestações homofóbicas não têm lugar e nem hora para acontecer. No último dia 28, o estudante maceioense Nicolas Mateus foi vítima de uma agressão homofóbica, enquanto voltava do trabalho, no ônibus que faz a linha Ufal ? Eustáquio Gomes. Segundo ele, as roupas que usavam foram o motivo para que um senhor o agredisse, proferindo palavras de baixo calão e alegando que teria faltado ?um homem pra lhe dar um cacete e lhe ensinar a ser macho?. Mesmo abalado, Nicolas enfrentou o agressor e, contando com a ajuda de outros passageiros, conseguiu reverter a situação, sendo vítima apenas de agressão verbal. A transsexual Pandora, de São Sebastião, Agreste do Estado, não teve a mesma sorte. Ela foi morta a facadas, na noite do último dia 3, por um homem desconhecido e ainda não identificado pela Polícia. *Sob supervisão

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