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HOMIC�DIOS EST�O EM QUEDA

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Aos 45 anos, M.E.S (a personagem é real, mas seu nome foi resumido às iniciais, pela segurança dela) toma antidepressivo para suportar a dor e tristeza provocadas pela morte do filho mais velho. Aos 19 anos, servente de pedreiro, o jovem foi assassinado em 2013, com um tiro na nuca, enquanto trabalhava na construção de um imóvel, no bairro do Bom Parto, onde morava. Cerca de um ano antes, o rapaz fora assaltado enquanto seguia para a casa da namorada, em Bebedouro, bairro próximo ao seu. Dois meses depois, reconheceu o assaltante numa festa, na casa de vizinhos. Revoltado, esmurrou o suspeito, chamando-o de ladrão. O homem negou o assalto, e foi embora prometendo matá-lo. A ameaça foi cumprida um ano depois. O jovem tombou enquanto subia uma escada, carregando um latão de massa no ombro, e seu algoz sequer foi preso. Esse é um entre os milhares de homicídios registrados em Alagoas na última década, crime que colocou o Estado como o primeiro entre os quatro estados com a maior taxa de mortes violentas para cada 100 mil habitantes. Aqui, a média foi de 63 óbitos, revela o Atlas da Violência 2016, estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP), divulgado em março último. O documento mostra a escalada da violência numa série histórica que vai de 2004 a 2014. Há dados mais atuais, do período entre 2013 e junho de 2016, revelados pelo Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac), da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas. Disponíveis a qualquer cidadão, os números mostram, por exemplo, que mais de seis pessoas (6,23) foram assassinadas por dia em Alagoas em 2013, a maior média do período citado. No ano seguinte (2014), essa média baixou para 6,03 mortes por dia. Já em 2015, o Neac registrou nova redução. Menos de cinco pessoas (4,97) foram assassinadas por dia no ano passado. A SSP e seu núcleo de estatísticas continuaram registrando os dados de homicídios, e o resultado da média/dia baseada nos números de 2016, comparados ao mesmo período de 2015, levou o governo a anunciar redução no número de assassinatos, ou Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). A variação 2015/2016 foi de -24,5% de mortes em janeiro e -7,6% em fevereiro. Em março, a estatística voltou a ser negativa, com aumento de 16,4% nos índices de CVLIs. No mês seguinte (abril), a SSP voltou a registrar queda (-2,8%); mas acendeu o sinal vermelho em maio, quando a comparação com o mesmo mês de 2015 revelou aumento de 24,6%. Por fim, em junho último, o porcentual voltou a cair, com o registro de -4,7% de mortes no Estado. O que foi feito para essa redução? Quem responde é coronel Domingos Lima Júnior, oficial de ponta da Polícia Militar de Alagoas, que assumiu a Secretaria de Segurança Pública no meio de um inesperado ?turbilhão?. Segundo ele, o número de homicídios em Alagoas está diminuindo como consequência de uma estratégia adotada no início do governo, e que tem continuidade em sua gestão.

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