Cidades
Simula��o de resgate envolve 60 profissionais
O Serviço Móvel de Urgência (Samu), o Corpo de Bombeiros e a ONG Salve comemoraram, ontem, no estacionamento do bairro de Jaraguá, o Dia Nacional do Socorrista, com simulado de resgate de vítimas de acidente que envolveu cerca de 60 pessoas, entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores de ambulâncias que trabalham nessas instituições, e voluntários da ONG, que se dividiram entre socorristas e vítimas do acidentes. A ideia, além de chamar a atenção da sociedade para a importância do socorrista no resgate e salvamento de pessoas acidentadas, foi também promover um treinamento com todas as ferramentas disponíveis para esse trabalho. No local do acidente, eles se depararam com 10 vítimas (cinco em cada veículo) em situações de extrema gravidade. ?Nossos socorristas vivem situações reais semelhantes a esta?, destacou Lucas Casado, supervisor de Atenção Médica do Samu. Uma delas, recordou ele, foi o desabamento do silo do Moinho Motrisa, em 2013. Lucas destacou que o Samu tem uma equipe preparada, com cerca de 400 profissionais, pronta para essas situações, o que é considerado razoável. ?Nosso problema não é de equipe, é de frota. Temos uma frota de ambulâncias envelhecida, com praticamente o dobro da vida útil preconizada ? que é de três anos ? e sem perspectiva de reposição por parte do Ministério da Saúde, o que pode prejudicar o trabalho dos nossos socorristas?, diz ele. No Corpo de Bombeiros, a situação se inverte. Segundo o subcomandante do grupamento de Busca e Salvamento, capitão Jorge Luiz, a instituição está, atualmente, muito bem equipada, graças ao pagamento da Taxa de Bombeiros, entretanto tem um deficit de pessoal maior do que o quadro atual. ?O último concurso foi realizado há 10 anos. Nosso efetivo, hoje, é de 1.300 homens (e mulheres) quando o razoável seria 2.800?, destacou ele.