loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Grupo Gay v� exclus�o como ‘ato inquisit�rio’

Ouvir
Compartilhar

Retrocesso; inquisição; homofobia. Com essas palavras, o presidente do Grupo Gay de Alagoas, Nildo Correia, lamentou a decisão da Convenção Batista Brasileira (CBB) de excluir dos seus quadros a Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió, por batizar pessoas assumidamente homossexuais. Ele disse que o movimento não deve adotar providências jurídicas em relação ao processo excludente definido pela Convenção, já que no Brasil não há lei que criminalize a homofobia. Mas afirmou repúdio à atitude da CBB e manifestou todo apoio e solidariedade à postura do pastor Wellington Santos, presidente da Igreja Batista do Pinheiro, pela coragem e determinação de manter a posição adotada, apesar da ameaça de exclusão. Nildo referiu-se à postura do líder da igreja católica, Papa Francisco, que hoje fala em acolhimento e na importância da fé para combater a homofobia, fazendo um contraponto com a decisão da Convenção Batista Brasileira. ?Vivemos, nesse episódio, uma situação de retrocesso; de inquisição. Não é só pela punição de uma igreja que acolhe homossexuais, mas pelo efeito que isso tem na sociedade, aumentando a exclusão e a discriminação. De ontem para cá, vi alguns fiéis se manifestarem contra a posição da CBB, mas infelizmente vemos também, com muita tristeza, a adesão de parte da população a esses conceitos excludentes?, avaliou Nildo Correia. Ele lamentou que essa postura venha, exatamente, da religião, que deveria ter um papel acolhedor. ?Uma coisa é não concordar; outra é excluir, marginalizar, negar ao homossexual o direito de exercer sua fé. Não vou nem falar sobre o casamento homoafetivo. Negar o batismo; a participação nos rituais, isso tem efeito agravante no processo de exclusão que vivem os homossexuais?, disse ele.

Relacionadas