Cidades
RETORNO DA DIVERS�O NAS PRA�AS
Ao fim de tarde, da parte baixa à alta de Maceió, amigos e familiares se concentram em mais de 200 praças de pequeno, médio e grande portes da cidade, distribuídas por todos os 50 bairros da capital. Eles aproveitam estes ambientes para conversar, relaxar, brincar e praticar esportes. Porém parte da população maceioense deixou de frequentar esses espaços por causa da violência e da precaridade dos equipamentos urbanos, fruto de anos de abandono por parte do do poder público. É o caso das irmãs Vanessa Targino e Alessandra Moura, de 25 e 34 anos, respectivamente, que haviam deixado de frequentar a praça do bairro do Prado devido à falta de estrutura e segurança. ?Nós íamos até a praia ou o centro da cidade, mas não era a mesma coisa que uma praça, porque nela temos um espaço adequado, com quadras de esportes e brinquedos para as crianças se divertirem. Isso fazia muito falta?, contou Alessandra, moradora da região há mais de vinte anos. No total, Vanessa e Alessandra, cuidam de seis crianças, três de cada, entre 4 e 10 anos. Assim que foi reformada, voltamos a trazer as crianças pra cá. Para eles é essencial esse contato com os amiguinhos do bairro, brincar nos aparelhos, gastar a energia. Depois daqui, eles tomam banho e dormem feito anjos, comemora. Infelizmente, a realidade vivida pelas irmãs do bairro do Prado não é a mesma dos moradores do Conjunto Dubeaux Leão, na parte alta da capital. Assim como Vanessa e Alessandra, o aposentado Inácio da Silva também frequenta a praça de seu bairro diariamente, onde reúne os sete amigos para jogar baralho na ?Praça da Caixa D?Àgua?, como é conhecida popularmente, localizada em frente à Rua Desembargador Carlos de Gusmão. ?Há vinte anos que nós nos reunimos aqui para jogar. Não há sequer um abrigo para nos acolher da chuva. Quando chove, vamos jogar na minha casa, que é aqui em frente. Já fizemos abaixo-assinado por melhorias, protocolamos na Prefeitura, mais de uma vez, mas nada foi feito?, conta Inácio. *Sob supervisão