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Rede de prote��o � mulher em AL � fr�gil

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Os números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2014, 1.286 mulheres sofreram violência sexual em Alagoas, inclusive estupro. Entretanto, nem todas foram assistidas pelo poder público, realidade que mostra que a rede de proteção à mulher vítima de violência sexual em Alagoas é desarticulada e, por isso, ineficiente. A constatação é de mulheres com experiência profissional na área de segurança pública, como a delegada da Polícia Civil Fabiana Leão, e de especialistas como a enfermeira Luciana de Araújo Barros, estudiosa do tema. Os entraves, que dificultam o acesso das vítimas às estruturas públicas, foram mostrados, ontem, em mais uma edição do evento Terça do Conhecimento, um ciclo de palestras promovido pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren/AL). Dessa vez, o tema abordado foi ?Violência Sexual?, pelo qual os profissionais presentes puderam discutir as condutas de acolhimento nas unidades de saúde e os recursos legais aos quais as vítimas podem recorrer para que os agressores sejam identificados e punidos. Uma das constatações é que os próprios agentes públicos desconhecem o funcionamento da rede de assistência, realidade que contribui para agravar o sofrimento das vítimas. Além da falta de um espaço adequado, onde contem com assistência psicológica e social, essas vítimas são mal orientadas. ?O primeiro atendimento deve ser na Maternidade Santa Mônica. Infelizmente, a população ignora essa informação, e os profissionais de Saúde e de segurança pública também?, afirma Luciana Barros, mestra em enfermagem. Ela reclama que, se residir no interior, essas vítimas têm ainda que enfrentar longo deslocamento, situação que aumenta os riscos a que estão sujeitas, entres estes contaminação por doenças infecto-contagiosas, como a Aids, e gravidez indesejada. Para a enfermeira, deveriam existir unidades de referência capazes de prestar esse atendimento em municípios polos de região, evitando o deslocamento das vítimas num momento em que estão fragilizadas pela violência sofrida.

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