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Greve prejudica ca�ada ao Aedes aegypti

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A greve dos agentes de endemias chega ao 114º dia hoje. De acordo com a coordenação de doenças previsíveis para vetores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a paralisação dos agentes dificulta o trabalho da força-tarefa de combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. ?Com o aplicativo e o disque dengue, a demanda aumentou e os trabalhos estão sendo prejudicados porque o efetivo foi reduzido, devido à greve. Claro, com o aumento dos registros, fica inviável agilizar os trabalhos ou alcançar o tempo ideal para combater o mosquito transmissor de doenças?, disse a coordenadora Carmem Samico. Segundo a coordenadora de doenças previsíveis para vetores da SMS, o tempo ideal seria de, aproximadamente, 15 dias para atender às denúncias. ?O número de visitas foi reduzido, tanto para obras, prédios e residências abandonados, como para as residências que abrigam famílias?, complementou Carmem Samico. O presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde de Alagoas (Sindsaúde/AL), Maurício Sarmento, diz que, apesar da greve, 50% da categoria cumpre a carga horária. ?Enquanto não tiver diálogo e afirmação do compromisso com as nossas demandas, vamos proceder com a greve?, alertou. Os servidores pedem reajuste salarial de 20%, considerando a inflação mais o ganho real, gratificação de 100% por produtividade, assistência financeira complementar, melhores condições de trabalho e aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

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