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Moradores fazem manifesta��o contra falta de �nibus Integra��o

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Moradores dos conjuntos Denisson Meneses, Lucila Toledo, Santa Helena e Gama Lins, no Tabuleiro, bloquearam, ontem, o acesso ao complexo habitacional, em protesto contra as precárias condições de transporte a que são submetidos. Afastados da BR 101 por mais de três quilômetros de estrada de barro, eles dependem de uma linha de integração, cujos ônibus andam superlotados, em função da alta demanda, e só funciona das 5h30 às 18h. Informações colhidas no bairro e na Superintendência de Transporte e Trânsito (SMTT) dão conta de que o transporte foi suspenso, após as 18 horas, por causa da ação de marginais dentro dos coletivos. A medida trouxe imenso prejuízo para a comunidade. ?Quem trabalha até as 18 horas ou estuda à noite tem que fazer o percurso a pé, enfrentando a lama, a escuridão e os riscos de assalto, ou paga R$ 1,00 em carros pequenos que fazem lotação?, reclama Gedislane Firmino, moradora do Denisson Meneses. Recentemente, ela teve um grande susto com a filha de sete anos, que utiliza o integração para chegar à escola: o ônibus quase vira por causa do excesso de passageiros e a menina ficou machucada. ?São mais de 20 mil pessoas de quatro conjuntos que dependem desses ônibus?, observa Gedislane. Até cerca de dois meses, os moradores tinham acesso ao terminal da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a uma distância de aproximadamente 500 metros da entrada do Denisson Meneses, onde pegavam o transporte para qualquer ponto da cidade. Mas o acesso foi fechado pela prefeitura do Campus, depois de ocorrências de roubos de equipamentos da Ufal. ?Eles pensam que foi o pessoal da comunidade e colocaram grade. Os moradores dos quatro conjuntos ficaram prejudicados?, desabafa José Élio, diretor da Associação dos Moradores do conjunto. O que os moradores querem é ter seu próprio terminal, mas isso, para a diretoria da SMTT, é uma proposta que requer um estudo mais aprofundado. Segundo o assessor especial da superintendência, José Moura Amaral Filho, uma outra proposta entregue pelos próprios moradores, por escrito, está sendo encaminhada e deve ser executada em breve; depende apenas de uma posição da classe empresarial. A solução proposta, segundo Moura, é acabar com o integração gratuito saindo do bairro e adotar o sistema de transbordo.

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