Cidades
70% DA CARNE � CLANDESTINA
Falta de estrutura dos órgãos de fiscalização; número insuficiente de fiscais; desconhecimento ou falta de costume da população sobre a importância da certificação de inspeção sanitária e dos riscos de consumo são alguns fatores que alimentam o comércio de carne clandestina na capital e no interior de Alagoas. Aliada a isso, as deficiências e condições sanitárias desastrosas que têm levado à interdição de matadouros, fomentando a proliferação de pontos de abate clandestinos, reforça a prática que constitui uma séria ameaça à saúde da população ? o consumo de carne clandestina. Uma projeção divulgada no começo do ano, pela Agência de Defesa Agropecuária de Alagoas (Adeal), calculou que 70% da carne de boi consumida no Estado tem origem irregular, seja por abate clandestino ou precário. Não existem estatísticas fechadas, mas embora não tenha sido feita nenhuma grande apreensão este ano, o chefe do Núcleo de Serviço Estadual de Inspetoria da Agência, Francisco Tavares, diz que isso não significa que o comércio de produtos sem garantia de origem tenha diminuído. Pelo contrário. Com o fechamento de vários abatedouros por falta de condições sanitárias de funcionamento, os pontos de abate clandestino de animais de corte se proliferam em propriedades particulares ? casas, galpões sítios e fazendas espalhadas por diversos municípios, inclusive Maceió ? fazendo chegar aos açougues e feiras livres uma grande quantidade de produtos sem carimbo de inspeção sanitária.