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Alagoano usa erva para curar zika e chikungunya

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Em Alagoas, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), no período de janeiro a maio de 2016, 3.700 pessoas foram diagnosticadas com o zika vírus, 13.149 com a dengue e 6.400 com a chikungunya. E, uma vez que não existe medicamento específico para as três doenças, que são transmitidas pelo aedes aegypti, os alagoanos estão buscando alternativas na medicina natural para tratar ou reduzir os sintomas. No mercado da produção, localizado no bairro da Levada, em Maceió, as tradicionais lojas de ervas e raízes estão lucrando com as vendas. Entre os mais pedidos e os preferidos dos clientes, que desenvolveram algum tipo da doença, estão o elixir de inhame e a semente de sucupira, altamente recomendados pelos ervanários (aquele que conhece plantas medicinais). Em Maceió, há mais de 20 anos no mercado com uma loja de ervas e raízes, José Cláudio da Silva conta que, nos últimos meses, com o avanço das doenças, as vendas aumentaram consideravelmente. ?Geralmente, quem têm problema de chikungunya, que atinge as articulações, usa o elixir, que é o extrato do inhame e melhora as dores nas articulações?, disse José Cláudio. Além dos produtos encontrados em estabelecimentos comerciais, as pessoas buscam plantas e sementes. ?A sucupira é uma semente que tem o poder de limpar o organismo e extrair a dor do corpo por meio da essência curativa?, afirma José Claudio. Outra ervanária muito antiga no mercado é a Leonia Pereira, que chegou de Olho D?Água das Flores há 16 anos para trabalhar com os pais, que eram especialistas em ervas. ?O chá de sucupira é bem vendido. Mas também tem a semente de anis, que previne e melhora as dores nas articulações. Super indicada para as gripes que estão surgindo?, conta Leonia. O chá de sucupira, segundo a comerciante, é feito com três sementes. Depois, o paciente coloca em um pequeno saco plástico, quebra as sementes e coloca na água para ferver.

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