Cidades
Homeopatia para curar efeitos das dores
A homeopata Mônica Rufino recebe pacientes que, em média, apresentam os sintomas de chikungunya entre duas semanas e três meses. ?Os pacientes procuram porque não aguentam de tanta dor. São dores constantes e as pessoas não aguentam?, disse a homeopata. Ainda segundo a médica, as ervas e as plantas são as anti-inflamatórias, porém não impedem de ter a doença, mas melhoram a dor. ?Algumas substâncias ajudam bastante nos quadros porque as pessoas ficam nervosas, com insônia, ansiosas com as dores e quem sente dor continua sofrendo, ficando tenso com isso. Muitos pacientes chegam chorando e falando que não aguentando tanta dor e nem conseguem levantar?, acrescentou Mônica. Antes de receitar o medicamento natural, a homeopata faz um estudo para identificar o histórico de saúde do paciente. ?Como é uma doença agressiva e sem muita informação correta, como elas conseguem chegar no coração e nas articulações de forma tão forte? há muita divergência: o que fazer? É necessário estudar mais sobre o assunto?, complementa a homeopata Rufino. A demanda de pacientes, ainda segundo a médica, aumentou bastante. ?Atualmente, tenho recebido pacientes e pessoas indicadas por outros pacientes. São pessoas que já tomaram algum tipo de corticoide e desenvolvem resistência ao tratamento?, ressalta Mônica Rufino. Normalmente, a homeopata vem indicando a mistura de fórmulas de sucupira, com outras substâncias fitoterápicas e transformadas em uma sopa. Na contramão dos naturalistas, os médicos infectologistas alertam a população sobre o uso de plantas e raízes. ?Não é recomendado porque não há comprovação científica de que os fitoterápicos trazem resultados?, aponta o infectologista José Maria Constant. Sobre o suco de inhame, que tem sido muito utilizado para o tratamento das doenças transmitidas pelo aedes aegypti, não é recomendado. E recomenda o tratamento sob prescrição médica. ?Tenho certeza de que os colegas infectologistas também não recomendam. Isso não significa que eu esteja subestimando o tratamento com as plantas?, disse o médico José Maria Constant. Mesmo não indicando o tratamento fitoterápico, o infectologista defende que, desde que não seja um tratamento fora do comum e não agrida a saúde mental e do corpo, é válido.