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PESCADORES DIZEM QUE FORAM ‘ESQUECIDOS’

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A variedade de peixe exposta na bancada do mercado vizinho à Federação dos Pescadores do Estado de Alagoas (Fepeal), localizada no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, que foi reaberto há cerca de três meses, deixa a presidente da federação, Maria Eliane Morais, cheia de alegria. Contentamento que se mistura à preocupação com o futuro das lagoas, às condições de trabalho enfrentadas pelos pescadores e à falta de diálogo com o poder público. ?Estou na Federação há dez anos. Sou filha de pescador, minha mãe vendia o peixe que meu pai pescava e eu também sou pescadora, sei bem da vida aqui na lagoa. Mesmo com toda essa poluição que as pessoas dizem que tem aqui, a lagoa não deixa de oferecer o sustento ao pescador. Às vezes a água está barrenta, às vezes limpa, mas o pescado ela produz todo dia. É a salvação de todo esse povo que mora às margens das lagoas?, diz. A presidente da Fepeal reclama que o IMA faz a coleta da água, mas não repassa as informações para a Federação, que, por sua vez, é responsável por transmitir os assuntos relevantes aos pescadores, que não possuem o mínimo conhecimento da qualidade da água. ?Esperamos que eles façam o estudo da água e nos informem. Mas se tem uma coisa certa é de que nunca ouvimos falar que alguém morreu por ter comido peixe ou sururu das nossas lagoas?, ressaltou. Os pescadores contam que a impressão da maioria é das lagoas ficarem escondidas no quintal das casas de quem mora às suas margens. E as pessoas que não moram na região e, geralmente, passam pela área para comprar o produto ofertados por eles associam o meio de sustento dessas famílias à água suja e ao lixo espalhado pelos arredores.

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