Cidades
Lagoas apresentam alto �ndice de saliniza��o
O índice de salinidade tem se apresentado alto no Complexo Estuarino Lagunar Mundaú/Manguaba. É o que tem mostrado as análises realizadas pelo Laboratório de Estudos Ambientais do Instituto do Meio Ambiente (IMA). Isso se deve, segundo o gerente do laboratório, Manoel Messias, principalmente ao assoreamento das lagoas, que possibilita uma invasão maior da água do mar, interferindo na sua biodiversidade. Ele diz que esse efeito físico-químico tem tido maior interferência na reprodução de espécies, principalmente do sururu, do que os índices microbiológicos, que representam a presença de coliformes fecais. Ontem pela manhã, o laboratório retomou uma rotina de coleta de amostras de água para o monitoramento periódico do nível de balneabilidade do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú/Manguaba. O procedimento estava suspenso há quase um ano, por falta de estrutura, já que a única embarcação que serve ao laboratório tem, também, diversas outras finalidades. Mas a proposta, agora, é que essas coletas sejam realizadas a cada dois meses, para subsidiar a Agência Nacional das Águas (ANA) no monitoramento da qualidade da água, conforme determina resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). De acordo com Manoel Messias, o grande problema de poluição com maior concentração de coliformes fecais tem sido observada na foz dos rios Paraíba (região de Pilar) e Mundaú (região de Fernão Velho), e nos terminais de galerias e canais de águas pluviais, como as regiões do Vergel do Lago e Dique Estrada, em Maceió. A lagoa Manguaba, segundo ele, também sofrem, principalmente, com a falta de saneamento em cidades ribeirinhas, como Marechal Deodoro.