Cidades
M�es e beb�s recebem aten��o
Uma das preocupações das jovens mães maceioenses cujos bebês nasceram com microcefalia é garantir a seus filhos toda a assistência necessária para que tenham uma vida digna e que se desenvolvam ao máximo, mesmo com as limitações que a doença traz. A preocupação delas foi demonstrada, ontem, durante mais um encontro do grupo Ciranda com Cuidado, que reúne 27 mães cujos filhos, hoje com idades entre 4 e 8 meses, nasceram microcéfalos em consequência de infecção pelo vírus zika. O grupo reúne profissionais de diferentes áreas, que ensinam e orientam essas mães sobre como enfrentar a deficiência de seus filhos, além de esclarecer dúvidas que surgem na rotina dos bebês. Criado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), atendendo normas da Lei 13.301/2006, o grupo se reúne na primeira terça-feira de cada mês, desde abril último. Essa lei garante assistência à criança vítima de microcefalia em decorrência de sequelas neurológicas causadas por doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. ?Temos recebido apoio, sim. Para exames, fisioterapia e outras atividades. O grupo é muito importante nessa fase inicial?, disse Juliana da Silva Lima, infectada pelo zika vírus quando estava no 2º mês de gestação. Hoje, com cinco meses de vida, a pequena Maria Beatriz está presente em todas as atividades propostas pelo Ciranda do Cuidado. Além de mães, o encontro, no auditório da SMS, reuniu gestantes cujos bebês podem nascer com microcefalia. Mães e pais que estão no Ciranda do Cuidado aproveitam bem as palestras sobre saúde e direitos, e trocam experiências sobre o dia a dia de seus filhos. Na reunião de ontem, elas receberam orientação sobre aleitamento materno e alimentação complementar saudável.