Cidades
Rua fechada aos domingos na orla divide opini�es
Uma tradição de mais de 20 anos, o lazer na orla da praia de Ponta Verde, em Maceió, quando a prefeitura isola uma área de 1.500m na avenida Sílvio Viana, aos domingos, está dividindo comerciantes e moradores. Os primeiros querem continuar aproveitando a circulação de milhares de pessoas que frequentam aquele espaço para faturar, vendendo bebida e comida, ou alugando brinquedos e equipamentos esportivos, enquanto os segundos querem mesmo é se ver livres da multidão. Os moradores têm reclamado que o público ali mudou, e acusam o surgimento de grupos de vândalos e ladrões, que estariam ameaçando a segurança no entorno da avenida. Os comerciantes contestam esse entendimento, alegando que a reação é preconceito pela presença de jovens de diversas camadas sociais, inclusive das classes C, D e E, que descobriram a orla como espaço de lazer. ?Nada aqui se difere do que era antes. O que temos é mais gente aproveitando um espaço público. Se formos falar em violência, é preciso dizer que há assaltos em toda parte, em qualquer Estado ou cidade brasileira?, reage Tiana Lourenço, que representa a associação Domingo de Lazer, organização que reúne os 12 permissionários que exploram o comércio de brinquedos. Ela desmente notícias de que houve arrastão numa barraca, lamentando que informações assim aumentem o preconceito social e a insegurança das famílias que vão passear na orla. Segundo Tiana, não há registro de violência em nenhuma das quatro barracas (Lopana, Kanoa, Pirata e Pedra Virada) localizadas no trecho fechado. Para Tiana Lourenço, é preciso descobrir quem são e quais as razões que movem os interessados em criar uma imagem negativa para acabar com essa tradição. ?Esse espaço é um exemplo para outras capitais. O que precisamos é melhorar? ? afirmou.