Cidades
Servidores do CCZ fazem paralisa��o de advert�ncia
Estrutura precária, dificuldade de acesso e até assaltos. Essa é a realidade que levou os funcionários do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) a interromper parte dos serviços na manhã de ontem. A paralisação teve o apoio do Sindicato dos Trabalhadores de Seguridade Social (Sindprev), que exige melhores condições de trabalho, além de segurança para a realização das atividades diárias dos servidores. A sede do Centro de Controle de Zoonoses está, literalmente, caindo aos pedaços. A prova disso é que parte do teto da recepção desabou recentemente. A Gazeta entrou em contato com funcionários do CCZ que descreveram a estrutura do órgão como ?precária? e ?absurda?. Além das infiltrações nas paredes e da dificuldade de acesso ao local, as grades que protegem os animais estão enferrujadas. A falta da estrutura facilita roubos e invasões. Só este ano, foram registrados dez roubos de cavalos, segundo um funcionário do CCZ. Com isso, os donos dos animais apreendidos aproveitam a fragilidade do órgão e invadem os locais sem permissão. Os funcionários que tentaram impedir a invasão do prédio acabaram sofrendo consequências, como Gerrinaldo Rodrigues. Ele foi uma das vítimas da falta de segurança do CCZ e reclama dos problemas de acesso ao Centro e da precariedade da estrutura. O servidor também sofreu agressão ao tentar impedir que o dono de um dos cavalos retirasse o animal sem autorização. ?É um absurdo. Não há nenhuma condição de trabalhar. É parede caindo, grades enferrujadas, até assaltos houve aqui na entrada. Não tem nenhuma segurança. Eu mesmo já fui agredido ao tentar impedir que um homem roubasse um cavalo. Estamos lutando por nossos direitos?, afirmou. * Sob supervisão da editoria de Cidades.