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Camponeses resistem a ordem de despejo

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Um protesto realizado por integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), ligada ao Movimento pela Libertação dos Sem-Terra (MLST) bloqueou um trecho da BR-101 Norte, no município de Messias, e gerou congestionamento de mais de 10 quilômetros, ontem pela manhã, até o entrocamento que dá acesso ao município de União dos Palmares. Eles resistiram à ordem de reintegração de posse ? expedida pelo juiz da 29ª Vara Cível de Conflitos Agrários, Claudemiro Avelino de Souza. A ação de reintegração de posse com pedido de liminar proposta por S/A Leão Irmãos Açúcar e Álcool e Rio Largo Administração (grupo Utinga Leão) diz que os integrantes do MLST invadiram e ocuparam as fazendas Lajeiro, em Messias, e Canoé, em Rio Largo, pertencentes aos reclamantes, desde setembro de 2009, permanecendo no local até a presente data. A reintegração foi concedida no dia 12 do mês passado, com prazo de 10 dias para desocupação voluntária, sob pena de utilização da força, o que gerou o protesto de ontem. Foram cerca de seis horas de manifestação, que exigiram muita negociação entre policiais rodoviários federais (da PRF), núcleo de gerenciamento de crise da Polícia Militar de Alagoas e lideranças do movimento. Os manifestantes chegaram no local ao amanhecer, por volta das 5h30, bloquearam os dois lados da via com pneus, galhos e toras de madeira, e depois atearam fogo na trincheira. Durante toda a manhã, apenas ambulâncias e veículos transportando pessoas em situação de emergência tiveram autorização para passar pelo bloqueio. As equipes da PRF também chegaram cedo ao local, intermediaram as negociações com a Vara Agrária, pediram reforço ao núcleo de gerenciamento de crise da PM, mas o protesto só foi encerrado no final da manhã, por volta das 11h, depois que o juiz se comprometeu a ir até o local averiguar a situação das terras. De acordo com o movimento, a decisão da Vara Agrária, emitida no dia 12 de junho, abrange centenas de famílias de camponeses que vivem e trabalham nas terras das duas fazendas. Eles alegam que elas são devolutas e, portanto, não pertencem mais à usina. No portal Petição Pública, um abaixo-assinado pede apoio aos camponeses contra a determinação de reintegração de posse expedida em favor da usina.

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