Cidades
Clube resgata baile e matin� no carnaval
Massacrados pelo rolo compressor dos trios elétricos e da axé-music, que ditam o ritmo do carnaval alagoano nos últimos anos, os bailes dos clubes sociais acabaram. Ou quase. Num suspiro de resistência, o Alagoinhas tenta manter acesa uma faísca do que foram os antigos carnavais, com uma programação que inclui bailes e matinês. Na realidade, confessa o comodoro Paulo Nunes Costa, é uma tentativa retomada há três anos de oferecer aos novos foliões a oportunidade de conhecer (e aos antigos, de reviver) os carnavais de outrora. E o que seriam esses carnavais de outrora? O comodoro, cheio de saudosismo, tem a resposta na ponta da língua: ?A moçada não conhece um carnaval de verdade, com uma orquestra tocando frevos e marchinhas e toda a família reunida, com confetes e serpentinas cruzando os salões. Os carnavais de outrora deixavam saudades. Hoje não há mais saudade porque o carnaval é igual a qualquer festa, qualquer festival, com trio, pagode, muita bebida e confusão?, observa. Quem quiser conferir a diferença, os bailes do Alagoinhas acontecem nos dias 2 e 4, das 17 às 22 horas, e uma matinê infantil na segunda-feira, das 15 às 20 horas, animados pela Orquestra de Frevo do Maestro Natel. A reserva de mesas pode ser feita até sábado, ao preço de R$ 20,00 (sócio) e R$ 60,00 (não-sócio) por uma noite. O individual, que pode ser adquirido na hora, custa R$ 5,00 (sócio) e R$ 10,00 (não sócio). (FAL)