Cidades
Falta espa�o para presos em AL
Trinta detentos devem ser transferidos, hoje pela manhã, para o complexo prisional de Alagoas por determinação da 16ª Vara Criminal da Capital (Execuções Penais). A quantidade vai somente aliviar o quadro de superlotação da Casa de Custódia II, localizada no bairro do Jacintinho, e a Central de Flagrantes I, no Farol, em Maceió. As duas unidades tinham, ontem, quantidade de presos acima da capacidade máxima, gerando desconforto, boatos de um possível motim e até de ameaças de morte aos policiais de serviço. As vagas na Casa de Detenção de Maceió foram disponibilizadas pela Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e comunicadas, oficialmente, à Justiça e à Polícia Civil, que administra as duas unidades de passagem de detentos na capital. A Central de Flagrantes I tinha, ontem, mais de 40 presos, quando o limite estabelecido por ordem judicial era de 24. Faz tempo que essa determinação não está sendo cumprida em Alagoas, e o motivo é um só: não há espaço para abrigar tantos detentos no Estado. O sistema permanece estrangulado, com os presídios superlotados. Logo, não podem receber a carga advinda das centrais de flagrantes e das casas de custódia com tanta facilidade. A Casa de Custódia II estava com 74 presos, ontem, quando deveria ter, no máximo, 45, seguindo um ajuste de conduta feito com o Estado para delimitar a entrada de presos provisórios. O diretor da unidade, Marcus Bruno Falcão de Oliveira, disse que não tem muito o que fazer e que depende, inteiramente, de ordens judiciais para aliviar a superlotação. As transferências, segundo ele, são feitas às terças e quintas-feiras, embora no termo acordado entre o Estado e as instâncias judiciais haja previsão de que os remanejamentos aconteçam diariamente. Apesar de não ser dia rotineiro de transferências, dois detentos que estavam na Central de Flagrantes foram direto para o sistema, ontem. Eles tiveram má conduta. Um deles seria Luciano Cândido da Silva, que é apontado como um dos integrantes de uma facção criminosa e que estaria incitando presos das outras celas a se rebelarem.